Um inquérito aos clientes, realizado pela empresa de imobiliário e gestão de investimento JLL na Europa Médio Oriente e África, revela que, em Portugal, 82% dos operadores ativos ligados ao setor afirmam ter intenção de avançar no compromisso com a sustentabilidade, uma quota superior à registada pela Alemanha, Espanha ou França.

De acordo com o estudo lançado pela empresa, intitulado “Building a New Future With Sustainability”, desenvolvido pelo Departamento de Strategic Consultancy & Research da JLL, cerca de “40% do total das emissões de carbono advêm do imobiliário, pelo que este setor terá um papel crucial na construção de um futuro mais resiliente e sustentável”.

A referida investigação conclui ainda que “a implementação de medidas de sustentabilidade num edifício pode ter um impacto muito relevante, estimando-se reduções de 25% a 50% no consumo de energia, de 40% no gasto de água e de 70% na produção de resíduos”.

Estes dados são tomados em conta pelos novos players do mercado, que, na procura pela poupança a longo prazo, procuram tornas as suas construções mais eficientes, de tal modo que atualmente 58% dos 230 mil m2  em construção em Lisboa já incorporam certificações BRREAM, LEED ou WELL, segundo as contas da JLL.

No entanto, como lembra Pedro Lencastre, diretor geral da JLL, “continua a existir uma perceção errada do custo/beneficio dos edifícios sustentáveis em Portugal”, pelo que deixa o alerta: “estes dados são críticos para perceber o impacto financeiro de um ambiente construído mais sustentável e para apoiar as melhores decisões”.

Fonte: Sapo

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