As quebras de preços vão começar a sentir-se, desde já, sobretudo nas casas de luxo ou do segmento mais alto do mercado, particularmente dependente da procura estrangeira que, praticamente, deixou de existir

A esmagadora maioria dos mediadores imobiliários – 82,4% – garantem que, em Janeiro deste ano, registaram uma quebra na sua área de negócio, em comparação com o mesmo mês de 2020.

Assim sendo, “é natural que os preços comecem a reflectir os efeitos da quebra da procura e que se verifiquem algumas correcções dos valores praticados”, conclui Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

O mesmo responsável considera que o movimento de quebra de preços será particularmente notório no segmento habitacional mais alto/luxo, que se ressente pela quebra da procura estrangeira (62,6% dos mediadores imobiliário inquiridos confirmam uma quebra deste negócio), uma vez que o mercado interno não tem tanta capacidade para absorver este tipo de activos.

O Barómetro APEMIP – Janeiro 2021, decorre de um inquérito realizado on-line, realizado entre 2 e 11 de Fevereiro de 2021 e contou com cerca de 4.000 respostas de profissionais de empresas de mediação imobiliária licenciadas a operar em Portugal.

Ainda no que diz respeito aos preços da oferta disponível, 62,5% dos inquiridos apontaram para a sua manutenção, 31,4% para a sua quebra e 6,1% registaram um aumento, face ao mês anterior. Já em comparação com o período homólogo, 44,9% dos inquiridos afirmam que os preços se mantiveram, 37,5% que diminuíram e 17,6% que terão aumentado.

“Se no ano passado as empresas demonstravam algum optimismo apesar das circunstâncias, em 2021 a fadiga e as dificuldades que enfrentam é espelhada nos resultados deste barómetro: por um lado, a quebra da procura começa a ser notória, por outro, as empresas continuam impedidas de fazer visitas e de desenvolver a sua actividade, o que se reflecte no seu grau de optimismo para o desempenho do presente ano”, declara o Presidente da APEMIP, que confirma a ineficácia das visitas virtuais para a concretização de negócios de venda de casas.

Fonte: Expresso

  • há 7 meses