A taxa de esforço mostra o peso das prestações de crédito no rendimento. É um ponto de partida; o dinheiro que sobra para as restantes despesas também importa. A definição e a fórmula estão disponíveis no portal Todos Contam.
Um exemplo com números simples
Considere uma família fictícia com 3 000 € de rendimento líquido mensal, uma prestação de casa de 750 € e outros créditos que somam 250 € por mês. As prestações totalizam 1 000 €. Neste exemplo, a conta é:
1 000 € ÷ 3 000 € × 100 = 33,3%.
Depois das prestações, ficam 2 000 €. Esse valor ainda tem de suportar alimentação, transportes, saúde, educação, despesas da casa e imprevistos. O exemplo ilustra uma conta doméstica; não reproduz integralmente a metodologia de aprovação de um banco.
O resultado não conta a história toda
Duas famílias podem ter a mesma percentagem e necessidades muito diferentes. Num agregado pode haver uma despesa regular de saúde; noutro, um rendimento variável ou uma mudança próxima no número de dependentes.
Faça uma segunda conta: retire do rendimento as prestações e todas as despesas essenciais. Veja se a margem que resta permite manter alguma reserva. Registe também despesas anuais que passam despercebidas numa análise de apenas um mês.
Teste uma situação menos favorável
Repita o exercício com uma prestação mais alta ou com uma quebra temporária do rendimento. Identifique onde teria de ajustar o orçamento e quais as despesas que não consegue reduzir. Este teste não prevê o futuro: mostra a fragilidade ou a folga dos números que está a considerar.
O banco faz uma avaliação mais ampla da capacidade de pagamento. Uma percentagem calculada em casa não equivale a aprovação nem a um limite de crédito confirmado.
O que levar ao intermediário
Leve os rendimentos, todas as prestações e uma estimativa realista das despesas regulares. Peça ao intermediário que explique os pressupostos das propostas e o impacto no montante disponível para viver. Para organizar esses elementos, veja os documentos para pedir crédito habitação.