Segundo os resultados divulgados pelo INE em 18 de setembro de 2026, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto, mais 2,7 pontos base — ou 0,027 pontos percentuais — do que em julho. A prestação média fixou-se em 418 euros, mais 4 euros do que no mês anterior e mais 24 euros do que em agosto de 2025. INE — Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação, agosto de 2026.
Estes são valores médios observados pelo INE. Não significam que todos os contratos tenham essa taxa nem que cada prestação tenha aumentado quatro euros.
O que mede a taxa implícita?
O indicador refere-se ao conjunto dos contratos de crédito à habitação abrangidos pela estatística. O cálculo relaciona os juros vencidos no mês com o capital em dívida no início desse mês, antes da amortização. Não é a Euribor do dia, uma taxa diretora do Banco Central Europeu ou a taxa de uma nova proposta bancária.
No grupo de contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa média manteve-se em 2,910%, igual à de julho. Nesta divulgação, esse grupo corresponde aos contratos celebrados entre maio e julho de 2026: os de agosto ainda não tinham uma prestação vencida. Este recorte aproxima-se mais das operações recentes, mas continua a ser uma média: não substitui a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE), o documento com as condições e custos da proposta, nem as condições apresentadas a uma pessoa concreta.
O Banco de Portugal explica que a taxa variável resulta da soma do indexante e do spread. Nos contratos a taxa fixa ou mista, o momento e a forma de alteração dependem da modalidade e da fase prevista no contrato.
Uma média explica o seu empréstimo?
Em agosto, os juros representaram metade da prestação média. A outra parte corresponde à devolução do capital emprestado. É uma repartição média dos contratos observados, não uma divisão igual em todos os empréstimos. INE — resultados de agosto.
O valor pago por cada família também depende do capital em dívida, do prazo restante, da taxa aplicável e das condições do contrato. Por isso, a variação da média não explica, sozinha, o que aconteceu a um empréstimo específico.
Estes dados dizem respeito a agosto e não devem ser apresentados como consequência da decisão do BCE de 10 de setembro. São indicadores diferentes e referem-se a momentos diferentes.
O que deve confirmar no seu caso?
Se já tem crédito, consulte a modalidade de taxa, o indexante, o spread e a próxima data de revisão. O guia Euribor: quando muda a prestação? explica essa leitura.
Se está a comparar propostas, use a FINE para confrontar a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG), o montante total imputado ao consumidor (MTIC), seguros, comissões e condições associadas, mantendo montante e prazo comparáveis. Veja também como comparar duas FINE. A estatística do INE ajuda a perceber o mercado, mas não prevê a aprovação nem o custo final do seu crédito.
Imagem de capa: ilustração gerada por IA, sem representar um imóvel, pessoa ou acontecimento real.