A idade influencia o prazo máximo do crédito, mas não determina sozinha o prazo que o banco aprova. A informação atual do Banco de Portugal apresenta dois escalões para crédito à habitação e outros créditos com garantia hipotecária ou equivalente: até 40 anos para clientes até aos 35 anos, inclusive, e até 35 anos para clientes com mais de 35 anos.
Quais são os limites apresentados atualmente?
A tabela resume a orientação atual do Banco de Portugal sobre o prazo dos empréstimos, consultada em 2 de outubro de 2026:
Idade do cliente | Prazo máximo indicado |
|---|
Igual ou inferior a 35 anos | 40 anos |
Superior a 35 anos | 35 anos |
Estes são limites do enquadramento prudencial da concessão de crédito, não uma promessa comercial nem um direito automático a contratar esse número de anos. Não reutilize uma tabela antiga sem confirmar a versão atual e o enquadramento aplicável ao pedido.
O prazo máximo é o mesmo que o prazo aprovado?
Não. O banco tem de avaliar a capacidade de cumprir o contrato, com informação sobre rendimentos, despesas e outras circunstâncias financeiras. Esse dever consta do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 74-A/2017.
A análise considera também fatores futuros relevantes. O Banco de Portugal refere a possível redução de rendimentos depois da reforma, quando o contrato se prolonga além desse momento. Por isso, caber num escalão etário não elimina a análise do orçamento nem obriga uma instituição a oferecer o prazo máximo.
Porque importa a idade no fim do empréstimo?
Faça uma segunda conta simples. Num exemplo hipotético, uma pessoa com 34 anos que contrate 40 anos de prazo terminará perto dos 74 anos; com 35 anos de prazo, terminará perto dos 69 anos. As datas exatas dependem do aniversário e do início do contrato.
Esta diferença ajuda a identificar os anos em que o empréstimo poderá coincidir com a reforma. Não estabelece uma idade máxima universal de aprovação. Peça ao banco que explique quais os limites da sua proposta, como considera os rendimentos futuros e que condições dos seguros podem ser relevantes.
Mais cinco anos tornam o crédito mais barato?
Um prazo maior distribui o capital por mais prestações, mas também prolonga o período de juros. Apenas para ilustrar, considere 150 000 € a uma TAN hipotética de 3%, constante durante todo o contrato, com pagamentos mensais de capital e juros, sem carência nem encargos adicionais:
Prazo | Prestação mensal aproximada | Juros totais no cenário |
|---|
35 anos | 577,28 € | 92 455,62 € |
40 anos | 536,98 € | 107 748,78 € |
Os cinco anos adicionais reduzem a prestação em cerca de 40,30 €, mas acrescentam 15 293,16 € de juros neste cenário. Os totais foram calculados antes do arredondamento das prestações. Não incluem seguros, comissões ou impostos e não representam uma taxa disponível no mercado.
O que perguntar quando há dois titulares?
Peça a indicação das idades consideradas, do prazo admissível para a operação e da idade de cada titular no final. Não calcule uma média das idades por sua iniciativa nem conclua que o titular mais novo garante o prazo maior.
O objetivo é perceber a decisão concreta e o período de compromisso, sem escolher apenas pela prestação inicial. Para ler os restantes resultados, consulte como interpretar uma simulação e o que revela a taxa de esforço.
Imagem de capa: ilustração gerada por IA, sem representar um imóvel, documento, pessoa ou acontecimento real.